Mensagem da Presidente

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A todos os meus compatriotas, que nutrem um sentimento de profunda pertença a Portugal, à sua língua, cultura e gentes,

Quero apresentar-vos as cinco linhas fundamentais do mandato proposto para o triénio 2019-2022, e convidar-vos a fazer parte da MUDANÇA, que sabemos acontecer quando menos se espera.

1) SOBERANIA: É certo e sabido que a Juventude Monárquica Portuguesa não deve fazer qualquer ingerência em matéria doutrinária que diga diretamente respeito ao espectro ideológico e político-partidário. Não é esse o nosso propósito, e devemos mesmo afastar-nos desse palco, sob pena de perdermos o foco no que nos é de facto essencial: A restauração da Monarquia.

No entanto, há uma questão indissociável do nosso objetivo da qual não nos podemos demitir: A Soberania do Estado Português. Rejeitamos de forma categórica o federalismo ou qualquer outra modalidade que não seja a da soberania dos povos e das nações.

2) IDENTIDADE: A JMP como instituição juvenil tem que ter os olhos colocados no futuro, mas é difícil sabermos para onde vamos, se não soubermos de onde viemos. Desta sorte, temos o dever de defender de forma intransigente e convicta as questões identitárias da Nação Portuguesa, como a nossa História, a nossa cultura e as nossas tradições. São esses os vetores que nos distinguem e singularizam como povo.

Num tempo em que impera a ditadura do politicamente correto, tenta-se a todo o custo passar borrachas nos grandes feitos do passado, e reescrever a História dos Descobrimentos e do antigo Império Português. A JMP tem a honestidade intelectual e o dever moral de repor a verdade histórica dos factos contra aqueles que a tentam branquear.

A Tradição é a memória dum Povo. E a memória dum povo, mantém viva a identidade de um País.

3) VIDA: A JMP defende a vida, como o mais fundamental dos direitos constitucionais. É para nós claro que esta é absolutamente inviolável e que vai desde a conceção à morte natural. Não o defendemos por uma questão de taticismo político mas por ser uma questão premente e preocupante no século em que vivemos.

A dignidade da pessoa humana vai muito para além de mal formações ou de doenças terminais. Todo o ser humano tem direito à vida de forma incondicional e a JMP bater-se-á por isso sempre!

4) LUSOFONIA: Hoje Portugal é um país absolutamente desligado do mundo português, do mundo lusófono! É com esse largo fosso que se abriu entre nós e os nossos irmãos que pretendemos acabar. A separar-nos temos oceanos e marés. A unir-nos, temos sangue e séculos, cultura e arte, língua e literatura.

Somos unidos por costumes, símbolos e civilização. O que nos aproxima dos povos que formavam o Império Português é precisamente aquilo que nos distingue e nos afasta dos restantes povos da Europa ou do Mundo. É por isso fundamental um projeto de futuro que nos aproxime daqueles que mais em comum têm connosco. Aqueles que mesmo com a autodeterminação dos povos, farão sempre parte do mundo português, porque muito mais é o que nos une, que aquilo que nos separa.

5) AMBIENTE: Não somos indiferentes à problemática ambiental e rejeitamos que esta matéria fique cativa dos partidos e associações extremistas e animalistas.

O Ambiente é e sempre foi uma bandeira dos monárquicos portugueses e sendo uma matéria que dispõe para o futuro, é indispensável que seja uma das nossas causas. Defendemos a proliferação de sistemas modernos de tecnologia limpa, práticas agrícolas respeitadoras dos ecossistemas, um sistema de transportes sustentáveis, a utilização de energias renováveis e a ordenação fundamental do território, do mar e do espaço natural.

Tudo isto porque a defesa do ambiente é uma questão de responsabilidade e seriedade política.

Com amizade,

Carmo Pinheiro Torres